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Seja mais pessimista. Esta foi a frase martelando em minha cabeça essa semana, depois de assistir um seminário no meu trabalho. Palavras de Sêneca, um grande escritor e intelectual do Império Romano.

Sêneca dizia que a raiva é um problema filosófico, e como tal, precisaria ser tratada com argumentos filosóficos. Quando sentimos raiva, geralmente é por alguma frustração, algo que não saiu como esperávamos. Desta forma, é como se ficássemos surpresos quando algo dá errado. Com a surpresa vem a frustração, e com ela, a raiva.

Os seres humanos são muito otimistas, a essa conclusão o filósofo chegou. Realmente acreditamos que tudo vai dar certo, que teremos o que quisermos e como quisermos. Mas a vida não é nem justa, nem previsível. Estes pensamentos me fizeram refletir, e perceber o quanto meu otimismo é negativo, quando deveria ser o contrário.

Creio que ser pessimista com relação ao mundo não é ter uma vida amarga, pois como diria o pensador, estar preparado psicologicamente para as adversidades pode evitar que sejamos tomados pela raiva. A raiva por si só é prejudicial, e pode levar qualquer um a cometer atos impensados, agressivos.

Com estas palavras, Sêneca queria nos mostrar que a maioria das adversidades com que temos que lidar no cotidiano não são passíveis de controle, não podemos nem devemos nos frustrar com coisas que estão fora de nosso alcance. Segundo ele, a vida seria uma carroça e cada indivíduo um cão amarrado a ela. Para onde a vida vai, o indivíduo precisa ir, mesmo que seja para um destino indesejado. Porque quer queira ou não, ele chegará ao destino, mas se lutar, espernear, certamente chegará lá enforcado.

Quanto ao pessimismo, penso que tem seus benefícios claros. Veja bem, o que seria dos otimistas se não fossem os pessimistas? Não teríamos tecnologia para tentar prever desastres, nem sistemas de segurança, e o que dizer do capacete?

Mesmo o mais otimista dos seres humanos não correria descalço por um terreno baldio em sã consciencia.

Sejamos um pouco mais pessimistas. Não é tão difícil.

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Como tem gente cara-de-pau nesse mundo, não é gente? Quer exemplo melhor do que um cambista? O infeliz compra vários ingressos para um evento e vende depois por valores bem maiores. Não sei quanto a vocês, mas quando fico sem ingresso e vejo um cambista vendendo o bendito pelo dobro do preço, tenho vontade de bater nele com um gato morto, até ele miar. O gato, não o cambista.

Tudo bem que é uma maneira rápida e fácil de ganhar dinheiro, assim como ocupar um cargo político, mas cadê os escrúpulos? A prostituição ainda é uma profissão mais digna, pois é justa, e o cliente se dá bem. No cambismo, ao contrário da prostituição, quem leva o ferro é o cliente (exceto quando o cliente é o Ronaldo Fenômeno, que gerencia várias bolas em campo).

Esse lance de oferta e procura me faz refletir. A coisa está ficando cada vez mais moderna, pois quem procura acha, e se não acha, pode encomendar por delivery. Se não chegar em 25 minutos, você não paga. Não paga, mas pega. E se pega, não procura. Se não procura, vem a oferta. E garanto: é tentadora.

Mas a tentação é assunto de um artigo inteiro.

E não é que eu demorei muito para voltar ao Papos? Acontece, acontece.

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Não é uma grande maravilha ver o processo democrático fluindo assim, sem grandes problemas? Um assassinato de candidato aqui, outro ali, denúncias acolá, mas nada que ofusque o brilho das pessoas exercendo a cidadania em sua plenitude.

E a propaganda eleitoral gratuita, que de gratuita só tem o nome. Vou sentir falta dos candidatos míopes, sabe quais são? Aqueles que enquanto estão discursando, podemos ver seus olhinhos apertando, como que buscando as letrinhas miúdas. Mas nada se compara aos que nem sabem ler. Afinal, se um analfabeto pode votar, por que não pode ser representante do povo? Pelo menos essa é a justificativa que dão por aí. A gente aceita, não somos nós que criamos as regras mesmo.

Devo lembrar da importância do dia de eleição. Queria que existissem mais dias assim. As pessoas saindo felizes de casa em um domingo, por livre e espontânea vontade, para exercer um direito obrigatório. Se existe mesmo lei seca, é somente nas eleições. Acho bom, acho é pouco.

Candidato em 2004, pelo município de Jitaúna (BA). Infelizmente não foi eleito.

Candidato em 2004, pelo município de Jitaúna (BA). Infelizmente não foi eleito.

Mas uma coisa era regra: em dia de votação, o chão se transformava em um grande tapete, cheio de “santinhos”. Era regra porque as coisas mudaram, agora é proibido despejar estes materiais nas ruas. Depois de domingo retomo esse assunto, para tirarmos a certeza.

De resto, escolha bem seu candidato. Seja um cidadão consciente e pense um pouquinho menos em você, e um pouquinho mais no coletivo. Não, não estou falando de transporte público, você entendeu. Que a força esteja com todos nós, nada de beber no próximo domingo, está bem? Mas se beber, vote Nulo.

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Pra bom bebedor, meia garrafa basta. Mais meia, mais meia, mais meia…

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Antes uma noite em claro abraçado a uma garrafa, que duas engarrafando.

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Eu em meio a círculos de amizade, tenho conhecimento de histórias verídicas de boteco que merecem ser contadas neste site. Começo com um lance que aconteceu com um amigo que quando bebe é possuído pela pomba-gira. Meu amigo na verdade não bebe, enxuga.

Temos dois protagonistas nessa história: meu amigo, que vamos chamar de Geraldo, e o amigo do Geraldo, chamemos de Lineu. Era uma festa com amigos, aquela coisa, colegas de faculdade enchendo a cara, na curtição.

Bom, no meio da festa, o Lineu, numa brincadeira tola de homem bêbado, fica gritando pro Geraldo: “Pega aqui ó, pega aqui” (apontando para sua própria genitália). E não é que o Geraldo pegou mesmo? E enquanto apertava, Lineu se desesperava sem fôlego, e o Geraldo gritava: “Assovia infeliz! Assovia!” (pois se Lineu assoviasse, Geraldo soltava). Foi um grande desespero, Lineu tentava assoviar, mas não conseguia.

Portanto, tome cuidado com o que fala. Passarinho que não assovia, quando preso, machuca.

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Eu acho que sou como um gato. Não, minha modéstia anda bem, me refiro às 7 vidas. Só que não são 7 vidas, são 7 orkuts. Já cometi orkuticídio 3 vezes, me restam 4. E o próximo está próximo. É o que diz meu amigo, existe vida após o orkut.

Esse fim de semana eu me senti a Madre Teresa de Calcutá, mesmo não sendo religioso, velha ou morto. É que fiz plantão como técnico em informática para amigos. Cansativo, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo. Para meu azar ou sorte, meus amigos utilizam Windows, o que implica em novas visitas no futuro, obviamente. Windows não é um sistema operacional, mas sim um pepino operacional. E não é pepino japonês, vale lembrar. No começo dói, mas depois a gente acostuma.

Bom, vou terminando por aqui, tem jogo da seleção brasileira, meu curto fim de semana precisa de um pouco de humor. Obrigado palhaço Dunga, obrigado chatonildo Galvão.

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Bunda mole em vida dura, tanto apanha que acostuma.

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Gente, nosso presidente Lula é encantador em seus discursos, com suas figuras de linguagem, sua habilidade em discursos de improviso. Por esse motivo garimpei os melhores trechos proferidos pelo homem!

“O Estado nada mais é que uma mãe, e a mãe vai dar mais atenção ao filho mais fraquinho”

“Não falta, neste país, quem fique torcendo contra. Sabe aquele negócio do ex-marido que não quer que a mulher seja feliz com o outro?” - Sobre FHC

“É como se houvesse o tempo todo uma torneirinha pingando e, em vez de trocar logo a torneira, todos tivessem tentando remendá-la com elástico ou com panos.” - Sobre a política econômica dos antecessores

“Ler é como ter uma esteira ergométrica no quarto. No começo a gente tem preguiça, mas depois toma gosto pelo exercício e não quer mais parar.” - Na abertura da Bienal do Livro

“Sempre que chegamos às vésperas da reunião do Copom, tem gente que entra numa espécie de TPC, tensão pré-Copom.” - Aos críticos da política de juros do Banco Central

“Nós sofremos muito em 2003, porque pegamos a casa depois de um vendaval como aquele que deu na Ásia.”

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Há três coisas em que acredito: Coelho da Páscoa, Papai Noel e amor de mulher.

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